POR TIAGO MENEZES

Se arrependimento matasse, como diz o ditado, a essa hora teria gente caindo dura em Canto de Moça e na Região Verde. Isso porque, em menos de 24 horas, os partidos Progressista e Socialista Brasileiro aderiram à pré-candidatura de Carlos Eduardo (PDT) ao Governo do Estado, e deixaram sem palanque em Ielmo Marinho os seus representantes locais: a vice-prefeita Peba Soares (PSB), o presidente da Câmara, Breno Marreiro (PSB), e o vereador Leto (PP).

Ainda circula nos bastidores a informação de que o PR, do vereador Fernando, seguirá o mesmo caminho, se juntando ao projeto majoritário do ex-prefeito de Natal.

Desta forma, o grupo de oposição terá de escolher entre desobedecer as orientações dos diretórios estaduais de suas respectivas legendas, e consequentemente cometer infidelidade partidária, buscando um outro pré-candidato; ou mesmo não apoiar qualquer nome. Caso contrário, irão apenas “bater esteira” para o prefeito Dr Cássio (MDB) e a bancada de seis vereadores que o acompanham.

Dr Cássio e Peba estiveram no palanque de Carlos Eduardo em 2010

O chefe do Executivo, inclusive, deixou claro que não quer qualquer tipo de aproximação com aqueles que já o traíram no passado.

“De jeito nenhum! Os acordos a nível estadual são uma coisa, e a nível municipal outra. O compromisso que fizemos com Carlos Eduardo é com o Município e com a nossa gestão”, postou em uma rede social.

Fato é que todo e qualquer candidato apoiado por um prefeito sabe que ele é o maior líder político da cidade, e o principal responsável pela sua votação. Se optasse pelo mesmo postulante a governador, a vice e os seus seguidores não levariam o “crédito”.

Sendo assim, não é difícil prever como ficarão os palanques a partir de agosto.

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